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A história da terra é subdividida em eons,
que são subdivididos nas eras, que são subdivididas
em períodos ou sistemas, etc.. As subdivisões sucedem-se
até ao horizonte, de acordo com o desenvolvimento
dos conhecimentos paleontológicos e estratigráficos. Os nomes
de subdivisões, como paleozóico ou cenozóico,
podem causar estranheza, mas se decompusermos os termos já se tornam
compreensivos. Por exemplo, zóico diz respeito à
vida animal, e o paleo significa antigo, o meso
significa o meio, e ceno significa mais recente.
Assim a ordem relativa das três eras das mais antigas para
as mais recentes é Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico.
Os nomes da maioria dos eons terminam em zóico,
porque estes intervalos de tempo são reconhecidos, frequentemente,
com base na vida animal. As rochas formadas durante o Eon Proterozóico
contêm fósseis de organismos muito simples, tais como bactérias, algas,
e de animais vermiformes. As rochas formadas durante o Eon Fanerozóico
apresentam fósseis de organismos complexos de animais e de plantas
tais como os répteis, mamíferos e árvores.
O andar é designado por um nome, muitas vezes o de uma localidade
ou região geográfica onde pela primeira vez foi estudado e definido,
acrescido do sufixo «iano»: por exemplo, Oxfordiano
para Oxford, em Inglaterra, e Albiano no caso de
Albe, em França. O estratótipo é o padrão que serviu para definir
o andar; corresponde a uma dada sucessão de camadas geológicas num
afloramento e lugares precisos: por exemplo as bancadas de calcários
azuis com moluscos em Semur-en-Auxois, no caso do andar Sinemuriano.
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Este quadro é um exemplo da divisão em andares,
por ordem cronológica do mais antigo na base para
o mais recente no topo, de um Período=Sistema,
nesta caso o Jurássico, unidade da era
Mesozóica. Por sua vez os andares estão subdivididos
em unidades biocronológicas, tais como Zonas, Subzonas e Horizontes.
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Este quadro mostra, de uma forma simplificada,
a origem dos nomes (designações) dos Períodos=Sistemas,
pertencentes às respectivas Eras, e à Escala de tempo bioestratigráfica,
que está construída por ordem cronológica do mais antigo na
base para o mais recente no topo.
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Quadro apresentando as divisões bioestratigráficas
maiores - Eon -, da mais antiga na base para
a mais recente no topo e, de uma forma breve, os grandes acontecimentos
relacionados com as principais formas de vida,
encontradas no registo fóssil e que conduziram às grandes
divisões bioestratigráficas.
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Quadro muito simplificado mostrando as
subdivisões de dois eons nas respectivas
eras. Comparando com o quadro ao lado há
uma nomenclatura dos Eons distinta.
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Vários andares sucessivos constituem uma série ou um sistema=período
cujo nome é decalcado a partir de uma região natural (Jurássico,
por ter sido estudado e definido pela primeira vez nos montes do Jura,
localizados entre a França e a Suiça) ou a partir das características
da época que representa (Carbónico em virtude do
grande desenvolvimento de camadas de carvão, ou Cretácico
pela abundância de camadas de cré - calcário branco
poroso, formado por conchas de forminíferos). Muitas vezes, um acontecimento
biológico importante e global delimita um sistema:
início do Câmbrico - aparecimento dos orgãos esqueléticos;
fim do Cretácico - desaparecimento dos dinossauros,
das amonites, das belemnites e dos rudistas.
Os sistemas=períodos são agrupados em eras,
cujos limites estão igualmente relacionados com a história
da vida: fim do Primário ou Paleozóico
- desaparecimento das trilobites. As eras, tal como já
referimos, podem ser agrupadas em eons.
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