|
A evidência adicional da expansão do fundo oceânico veio de
uma fonte inesperada, a exploração do petróleo ao longo das margens
continentais, nas plataformas marinhas. Quando as idades das amostras
foram determinadas por métodos de datação paleontológica e isotópica
(datação radiométrica - "absoluta"- ver Tempo
Geológico), forneceram a evidência que faltava para provar
a hipótese da expansão dos fundos oceânicos. Uma consequência profunda
da expansão dos fundos oceânicos seria que a nova crusta oceânica,
sendo, continuamente, criada ao longo das cristas oceânicas, implicava
um grande aumento no tamanho da terra desde a sua formação.
A maioria de geólogos sabem que a terra mudou pouco no tamanho desde
sua formação há 4,6 bilhões de anos, levantando uma pergunta chave:
como pode a nova crusta oceânica ser adicionada, continuamente, ao
longo das cristas oceânicas sem aumentar o tamanho da terra? Esta
pergunta intrigou, particularmente, Harry H. Hess e Robert S. Dietz.
Hess formulou o raciocínio seguinte: se a crusta oceânica se expandia
ao longo das cristas oceânicas, ela tinha de ser "consumida" noutros
lugares da terra. Deste modo, sugeriu que a nova crusta oceânica
espalhou-se, continuamente, afastada das cristas, segundo um movimento
de transporte do tipo "correia". Milhões de anos mais tarde,
a crusta oceânica desce, eventualmente, nas fossas oceânicas,
onde seria "consumida". De acordo com Hess, enquanto o Oceano Atlântico
estava a expandir-se o Oceano Pacífico estava a contrair-se. Assim,
as ideias de Hess, davam uma explicação clara porque a terra não
aumentava de tamanho.
|