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Em termos geológicos, uma placa é uma "grande
laje", formada por rochas rígidas. O termo tectónica
vem da raiz grega " construir." Unindo estas duas palavras,
passamos a ter tectónica de placas, o que quer dizer
que a superfície da terra é construída por placas. A teoria
da tectónica de placas diz-nos que a camada superficial da
terra (litosfera) (Ver Tema Estrutura
da Terra) está fragmentada numa meia dúzia de placas
maiores, e algumas outras menores, que estão em movimento relativo
umas em conexão com as outras, enquanto assentam sobre uma
camada estrutural mais quente, menos rígida e mais móvel (astenosfera).
A tectónica de placas é um conceito científico relativamente recente,
introduzido há cerca de 40 anos, que revolucionou a nossa compreensão
do planeta dinâmico ("Vivo") em cima do
qual nós vivemos. A teoria globaliza o estudo da terra recorrendo
a muitos dos domínios das Ciências da Terra, desde
a Paleontologia (o estudo dos fósseis)
á Sismologia (o estudo dos terramotos).
Forneceu explicações às perguntas sobre as quais os cientistas especularam
durante séculos, tais como: porque é que os terramotos e as erupções
vulcânicas ocorrem em áreas muito específicas do globo terrestre,
e como é que as grandes montanhas como os Alpes
e os Himalaias se formaram?
A Tectónica de Placas é aceite actualmente de forma
quase universal, os seus mecanismos são plausíveis e com bastantes
demonstrações. Entretanto, muitos detalhes dos mecanismos terão ainda
que serem comprovados, e algumas teorias que envolvem vários detalhes
da tectónica de placas são bastante questionáveis. Vamos tentar definir
alguns dos princípios básicos do mecanismo global,
e examinar seu efeito na criação das terras continentais.
O que se segue não é um sumário do pensamento actual
sobre a tectónica de placas e os seus mecanismos;
frequentemente, novas, e provavelmente controversas, idéias
são apresentadas à consideração dos cientistas. O que
vamos apresentar é uma exposição simples dos princípios
básicos que devem reger os movimentos das placas,
algumas hipóteses sobre os mecanismos de convexão, o
transporte dos continentes e a sua "reciclagem",
bem como alguns cenários previstos para os eventos
passados e futuros da tectónica de placas.
Aproximadamente dois terços da superfície da terra encontram-se abaixo
dos oceanos. Antes do século 19, as profundidades dos oceanos eram
matéria de pura especulação, e a maioria das pessoas pensavam que
o fundo dos oceanos era relativamente liso e sem quaisquer aspectos
relevantes. A exploração oceânica, durante os tempos seguintes, melhorou
profundamente o nosso conhecimento sobre os fundos dos oceanos
e a sua expansão. Nós sabemos agora que a maioria dos processos
geológicos que ocorrem na terra estão ligados, diretamente ou indiretamente,
à dinâmica dos fundos oceânicos.
| Em 1947, os sismologistas que se
encontravam no navio de pesquisa Atlantis dos E.
U. A. descobriram que a camada de sedimento no
fundo do Oceano Atlântico era muito mais fina do
que pensavam inicialmente. Os cientistas
acreditavam que os oceanos existiam, pelo menos,
há 4 bilhões de anos, logo a camada de
sedimento deveria de ser muito espessa. Porque é
que havia tão pouca acumulação de sedimento e
de restos e fragmentos sedimentares no fundo do
oceano? A resposta a esta e outras perguntas, que
surgiram após uma exploração mais
pormenorizada e avançada, provaria ser vital
para o surgimento do conceito de tectónica de
placas.
No início dos anos de 1950, os cientistas, usando instrumentos
de medida do magnetismo (magnetômetros), começaram
a reconhecer variações magnéticas impares através do fundo
dos oceanos. Esta descoberta, embora inesperada, não foi
inteiramente surpreendente porque se sabia que o basalto
-- uma rocha vulcânica rica em ferro e que faz parte dos
fundos dos oceanos -- contêm um mineral fortemente magnético
(magnetite),
que pode localmente obrigar à distorção das leituras da
bússola. Sabendo que a presença da magnetite dá ao basalto
propriedades magnéticas mensuráveis, estas variações magnéticas,
recentemente descobertas, forneceram novos meios para o
estudo dos fundos dos oceanos profundos.
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