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SISMOS |
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Os sismos, tremores de terra ou terramotos (sismos
catastróficos) constituem um fenómeno geológico que
sempre aterrorizou as populações que vivem em determinadas
zonas da Terra. Sismos, dissemos nós, são abalos naturais da crosta
terrestre que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado
local, e que se propagam em todas as direcções ( Ondas
Sísmicas ), dentro e à superfície da crosta terrestre,
sempre que a energia elástica ( movimento ao longo do plano de
Falha ) se liberta bruscamente nalgum ponto ( Foco ou Hipocentro
). Ao ponto que, na mesma vertical do hipocentro, se encontra à
superfície terrestre dá-se o nome de Epicentro, quase
sempre rodeado pela região macrossísmica, que abrange todos
os pontos onde o abalo possa ser sentido pelo Homem. |
![]() Bloco-diagrama mostrando uma representação esquemática do foco ou hipocentro, plano de falha e epicentro. |
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Vamos acrescentar um pouco mais ao desenvolvimento do fenómeno sísmico.Qualquer material rígido, de acordo com as leis físicas, quando submetido à acção de forças (pressões e tensões) deforma-se até atingir o seu limite de elasticidade. Caso a acção da força prossiga o material entra em ruptura, libertando instantaneamente toda a energia que havia acumulado durante a deformação elástica. Em termos gerais, é aquilo que se passa quando a litosfera fica submetida a tensões. Sob o efeito das tensões causadas, a maior parte das vezes, pelo movimento das Placas Tectónicas, a litosfera acumula energia. |
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Logo que, em certas regiões, o limite de elasticidade
é atingido, dá-se uma ou várias rupturas que se traduzem
por falhas. A energia bruscamente libertada
ao longo destas falhas origina os sismos. Se as tensões prosseguem,
na mesma região, a energia continua a acumular-se e a ruptura consequente
far-se-á ao longo dos planos de falha
já existentes. As forças de fricção entre
os dois blocos de uma falha, bem como os
deslocamentos dos blocos ao longo do plano de falha, não actuam
nem se fazem sentir de maneira contínua e uniforme, mas por "impulsos"
sucessivos, originando cada "impulso" um sismo, as chamadas
réplicas. Numa dada região, os sismos repetem-se ao longo
do plano de falha, que por sua vez é um plano de fraqueza na litosfera.
Compreende-se então porque é que os sismos se manifestam geralmente pelo abalo principal, logo no seu início. Só no momento em que as tensões levaram as rochas rígidas e dotadas de certa elasticidade ao "potencial de ruptura" é que esta se produziu, oferecendo um duplo carácter de violência e instantaneidade. Mas depois da ruptura inicial, verifica-se uma série de rupturas secundárias, as quais correspondem ao reajustamento progressivo das rochas fracturadas, originando sismos de fraca intensidade as já referidas réplicas. Acontece que, por vezes, antes do abalo principal observam-se sismos de fraca intensidade denominados por abalos premonitórios. De notar que os sismos só se produzem em material rígido. Por consequência, os sismos produzem-se sempre na litosfera, jamais na astenosfera que é constituída por material plástico. As ondas sísmicas propagam-se através dos corpos por intermédio
de movimentos ondulatórios, como qualquer onda, dependendo a sua
propagação das características físico-químicas
dos corpos atravessados. Dissemos que as ondas sísmicas classificam-se
em dois tipos principais: as ondas que se geram nos focos sísmicos
e se propagam no interior do globo, designadas ondas interiores, volumétricas
ou profundas (ondas P e S), e as que são geradas com a chegada
das ondas interiores à superfície terrestre, designadas
por ondas superficiais (ondas L e R). No mesmo contexto referimos
as ondas primárias, longitudinais, de compressão ou simplesmente
ondas P, ondas transversais, de cisalhamento
ou simplesmente ondas S, ondas de Love
ou ondas L e ondas de Rayleigh ou ondas
R. |
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