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JAZIGOS MINERAIS |
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Para compreendermos, em termos muito genéricos, a origem dos minerais
que constituem os jazigos minerais é importante conhecermos as
condições da sua formação.
A paragénese que consiste numa associação característica de minerais formada pelo mesmo processo genético, também definida como ordem sequencial pela qual os minerais ocorrem nas rochas, é igualmente importante na avaliação de jazigos promissores. O conhecimento da paragénese dos minerais é muito importante, na medida em que permite prever a presença de um determinado mineral ou excluir a existência de outros. Vejamos o seguinte exemplo: numa rocha magmática que apresenta como minerais mais abundantes (principais) olivina e piroxena, é previsível a presença de calcopirite, pirite, platina e pentlandite, sendo de excluir a presença de quartzo, cassiterite e outros. Observando o esquema da formação dos minerais
acima representado e de forma muito sucinta podemos dizer que o processo
endógeno apresenta como figuras centrais o magmatismo
e o metamorfismo. O magma quando ascende
às camadas superiores da crusta terrestre começa a arrefecer
e a solidificar lentamente. Durante a sua ascensão derrete e engloba
parte das rochas encaixantes, alterando a sua composição
química original. O arrefecimento do magma provoca a separação
de fluidos e materiais sólidos, bem como a diferenciação
magmática (processo que conduz à formação
de magmas com composição química diferente a partir
do mesmo magma). Deste modo, ao longo da diferenciação magmática
formam-se diversas rochas. Assim, podemos imaginar um magma em que, numa
primeira fase de arrefecimento, se formam cristais de olivina, piroxenas
e algumas plagióclases calcossódicas que se vão acumulando
no fundo da câmara magmática por ordem da sua formação
e das suas densidades, formando uma rocha chamada gabro. O magma
residual, magma com gabro, fica mais rico em sílica, alumínio
e potássio, porque a maior parte do magnésio, ferro e cálcio
foi consumida na formação da olivina, piroxenas e plagióclases
calcossódicas. O arrefecimento deste magma com gabro pode dar origem
à formação de uma rocha como o granito, composta
essencialmente por quartzo, micas (moscovite e biotite) e feldspato potássico.
Na fase final da solidificação do magma, é frequente
a formação de rochas ígneas de textura extremamente
grosseira, encontradas geralmente sob a forma de diques irregulares, lentes
ou veios, chamadas pegmatitos. Caracterizam-se pela ocorrência
frequente de minerais raros, de grande importância económica,
ricos em elementos como lítio, boro, flúor, nióbio,
tântalo, urânio, terras raras e zircónio. Os fluidos
residuais do magma, ricos de elementos com baixo ponto de fusão
(boro, flúor, lítio, etc.) desempenham um papel importante.
Estes fluidos escapam-se do magma e sobem pelas fracturas (falhas) das
rochas encaixantes chegando, por vezes, a atingir a superfície
crusta terrestre. Em simultâneo vão arrefecendo dando origem
a novos minerais que preenchem as fracturas (falhas). Este tipo de formação
de minerais chama-se hidrotermal. Quando existem elementos de metais
pesados naqueles fluidos formam-se filões metalíferos.
As emanações de gases nas fumarolas
e sulfataras, por vezes, dão origem a vários minerais,
tais como enxofre, calcite, aragonite, calcedónia ou o cinábrio. |