
Esquema que mostra o movimento e a forma de
propagação dos quatro tipos de ondas sísmicas: 1-ondas
primárias (P); 2-ondas secundárias
(S); 3-ondas de Love (L);
4-ondas de Rayleigh (R). A direcção
do movimento das partículas está indicado por setas vermelhas.

Sismograma mostrando o registo da chegada das
ondas P, as de maior velocidade, chegada das ondas S, de menor
velocidade que as ondas P, o intervalo de tempo decorrido entre
a chegada das ondas P e S, e a seguir a amplitude das ondas L.
A interpretação dos sismogramas
permite aos especialistas em sismologia retirarem informações
muito úteis sobre as características das zonas terrestres atravessadas
pelas ondas sísmicas.
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Observando o esquema
apresentado do lado esquerdo, podemos dizer que
as ondas sísmicas classificam-se em dois tipos
principais: as ondas que se geram nos focos sísmicos
e se propagam no interior do globo, designadas ondas
interiores, volumétricas ou profundas (1 e 2), e as
que são geradas com a chegada das ondas
interiores à superfície terrestre, designadas
por ondas superficiais (3 e 4).
As ondas interiores, são de dois tipos: 1) Ondas
primárias, longitudinais, de compressão ou
simplesmente ondas P -
correspondem a um movimento vibratório em que as
partículas dos materiais rochosos oscilam para a
frente e para trás (1),
na mesma direcção de propagação do raio sísmico,
comprimindo e distendendo as rochas
alternadamente; a direcção de vibração das
particulas é a mesma da propagação da superfície
de onda; são as mais rápidas e, portanto, as
primeiras a atingir a superfície terrestre, daí
também a designação de ondas primae.
2) Ondas transversais, de cisalhamento
ou simplesmente ondas S -
provocam vibrações nas partículas numa direcção
perpendicular ao raio sísmico (2),
isto é, as partículas que transmitem as ondas
vibram perpendicularmente à direcção de
propagação da onda; propagam-se com menos
velocidade do que as ondas P, atingindo a superfície
terrestre em segundo lugar, sendo, também,
designadas por ondas secundae.
As ondas P propagam-se nos meios sólidos, líquidos e gasosos,
havendo variação de velocidade quando passam de um meio para o
outro, enquanto as ondas S apenas se propagam nos meios
sólidos. A velocidade das ondas P e S varia com as propriedades
das rochas que atravessam, nomeadamente com a sua rigidez e com
a sua densidade.
Com a chegada das ondas interiores à superfície geram-se
ondas superficiais que são, em geral, as causadoras das
destruições provocadas pelos sismos de grande intensidade. Nas
ondas superficiais distinguem-se dois tipos: 1) Ondas
de Love ou ondas L, que são ondas de torsão, em que o
movimento das partículas é horizontal e em ângulo recto (perpendicular)
à direcção de propagação da onda (3); 2) Ondas de Rayleigh
ou ondas R, que são ondas circulares em que o movimento
das partículas se produz num plano vertical àquele em que se encontra
a direcção de propagação da onda (4). As ondas superficiais propagam-se
com menor velocidade que as ondas P e S.
Os sismógrafos são
aparelhos de precisão que registam, em sismogramas,
as ondas sísmicas.
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